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sábado, 19 de agosto de 2006, às 14:56:38
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Enviada_por: Tenório Lourenço Gomes
E-Mail: tenorjulourensu@ibest.com.br
Cidade: Brasília
UF: DF
Homenageado: Benardo Lourenço Gomes
Pais: Brasil
Local_de_Nascimento/Datas: São João d\'El Rey
Ocupação/Profissão: Fazendeiro
Filhos: Pedro Lourenço Gomes (Nego Bernardo), Modestina Lourenço
Gomes, João
Lourenço Gomes, Paulo Lourenço Gomes, Miguel Lourenço Gomes, e
outros.
Ainda_Vive?: não
Publicar_em: Paineiras - MG.
>>>>>: Agradeço por essa oportunidade para falar de
minha família e de minha
origem. Bernardo Lourenço Gomes era casado com Florisberla de Souza
(meus
bisavós), ele era filho de Antonelo Lourenço Gomes. O meu avô
Pedro Lourenço
Gomes era casado com Leivina Rodrigues de Salles. Nesse casamento
nasceram:
Flora Lourenço Gomes, Maria Lourenço Gomes, Serafina Lourenço
Gomes, Maria
da Glória Lourenço Gomes, Francisco Lourenço Gomes, Jordino
Lourenço Gomes,
Apolinário Lourenço Gomes, José Lorenço Gomes e Deraldina Lourenço
Gomes,
sem contar também os filhos que ele teve fora do casamento. Ele
(Bernardo
Lourenço Gomes), que morava na fazenda Lagoa, foi um dos primeiros
habitantes de Paineiras.
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terça, 25 de julho de 2006, às 12:43:00
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PROJETO RAÍZES
Enviada_por: uma neta
Cidade: paineiras
UF: MG
Homenageado: Emídio Pereira da Silva
Pais: não sei
Local_de_Nascimento/Datas: 22/03/1910
Ocupação/Profissão: fazendeiro
Filhos: Antônia, José Martins, Rafael, Raimundo, Maria José,
Baldoína, Rita
Ainda_Vive?: não
Publicar_em: Paineiras/MG
>>>>>: Meu avô Emídio, foi uma pessoa que viveu na
roça uma vida inteira
(quase). Meus tios e os seus amigos que ainda estão vivos, ou mesmo
aqueles
que eu tive oportunidade de conversar e conhecer, diziam que ele era
uma
pessoa muito caridosa. Sua família, morava em um lugar chamado
\"Monjolos\",
hoje nos papéis de Incra, muitos falam fazenda Poções, ou beira
da
forquilha. Depois que chegou o asfalto e as coisas para nós que éramos
da
roça, modernizaram, chamam de ponte nova. Mas, voltando as raízes
do meu
avô, que é a pessoa que homenageio. Contaram-me que todas as
pessoas que
passavam por suas terras, conhecidos ou não, sempre comiam, se
tinham fome e
bebiam, se tinham sede. Muitas famílias sem ter onde morar, as
vezes as
esposas perdiam seus maridos, e ficavam com os seus filhos, meu avô,
os
acolhiam em suas terras, ajeitava um lugar para morar, e davam a
eles um
serviço. E em recompensa o de comer não faltava. Em uma
determinada época,
me disseram que moravam mais ou menos dez famílias em suas terras.
Quando
ele matava um boi, ou porco, a carne era dividida entre todos. Ele
também
tinha um engenho, que fabricava acúcar, rapadura e depois ia para
Abaeté,
levando de carro de boi, para fazer a troca por mercadorias que
faltava na
roça, como exemplo, cito o querosene. Eu acredito que hoje o açúcar
que
fabricava, deve ser a açúcar mascavo que conhecemos. Mas o meu avô,
sempre
foi esta pessoa de fibra, corajosa e bondosa. Depois que veio morar
aqui em
Paineiras, no ano de 1963 ele foi vereador, na época da emancipação
de
Paineiras. Uma pessoa extremamente religiosa e foi o primeiro
ministro da
eucaristia da igreja católica. Já, quando eu entendia das coisas,
me lembro
que em épocas de festas na igreja, se tivesse, três, quatro
missas, lá
estava o meu avô participando de todas. Quando veio a falecer, para
me foi
uma perca muito doída, uma dor insuportável. Mas,só o tempo que
amenisa, a
saudade fica. Sempre me sentava em seu colo, cortava os cabelos
crisalhos
que incomodavam suas sombrancelhas e seu nariz, sinto uma saudade
imensa
deste ser maravilhoso que foi meu avô. Tenho certeza que todas as
pessoas
que tiver a oportunidade de ler esta homenagem, vai se lembrar dele.
Falei
muito pouco, mas me emociono e quando escrever uma biografia melhor,
irei
enviar, esta foi no impulso e emoção de querer falar do meu avô,
e também
por ter lido as palavras do sábio, Tenório Lourenço, que tive o
prazer de
conhecer aqui em Paineiras, em uma de suas férias.
Meu avô, o meu agradecimento por tudo que sempre me ensinou, pelas
lições
que me deixou, e saiba que o meu amor por você é eterno, e um dia
ainda o
verei......
segunda, 14 de agosto de 2006, às 13:00:58
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Enviada_por: Jorge Lourenço Gomes
Cidade: Brasília
UF: DF
>>>>>:
Quando vi pela Internet a homenagem enviada pós morte em fa-
vor do Chiquito do Oscar, por uma filha do mesmo, eu que o conheci
de
perto, não poderia deixar de expressar alguma palavras de elogio e
di-
zer da grande perda que foi sua morte. Há alguns anos nós éramos
joga-
do time de futebol do time de Paineiras. Ele era o capitão do nosso
time, sendo que todos os jogadores do nosso time tinham grande
estima
e respeito por ele. O Chiquito era uma pessoa honrada, pois era
muito
trabalhador, um cumpridor com seus deveres. Ele foi, mas as boas
recordações
ficaram.
REMOTE_ADDR: 200.252.135.221
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sábado, 5 de agosto de 2006, às 08:53:26
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Enviada_por: Rosana Aparecida da Silva
E-Mail: rosana97@bol.com.br
Cidade: Brasilia
UF: DF
Homenageado: Chiquito (Francisco Alves da Silva
Pais: Oscar Alves da Silva ana Vitoria de Oliveira
Local_de_Nascimento/Datas: 10/04/1940 Paineiras/MG
Ocupação/Profissão: Pedreiro
Filhos: Rosana, Ronaldo, Ricardo, Roselaine, Rosilene
Ainda_Vive?: Não
>>>>>: Algumas passagens da vida do meu PAI
Meu Pai foi um homem muito trabalhador, viveu em Paineiras 46
anos,no
decorrer destes anos ele foi um homem que ajudou a crescer esta
cidade, pois
sua profissão braçal, levantou muitas casas tanto para as pessoas
humildes,
como também para as importantes .
Tinhamos uma vida muito feliz ai em Paineiras, tudo fluia
normalmente, meu
pai trabalhava arduamente todos os dias.
Até que um dia do qual eu não me lembro e também não faço questão
de
lembrar, fizeram uma fofoca muito grande na minha familia, foi ai
que tudo
se desmoronou. Minha mãe que até então era uma pessoa controlada,
cuidava
dos filhos, da casa ficou irreconhecivel, comecou a beber, enfim se
tornou
uma alcoolatra, meu pai totalmente desorientado pegou nossa casa,
onde
morávamos desde que nasci , casa que amo até hoje, ela fica na rua
Camilo
Mendonça nº 723, e vendeu. Fomos morar de aluguel, e fomos só
piorando nossa
situação. Mas isso não resolveu o problema do meu pai, ele
continuava sem
rumo na vida pois o problema ocorrido tirou totalmente o rumo da
vida dele.
então ele resolveu vir pra Brasilia. Foi ai que as coisas pioraram
realmente, cidade grande tudo dificil meus pais não tinham estudo
nem
estrutura financeira para enfrentar a situação, fomos morar em
lugares muito
diferente dos que nos morávamos em Paineiras, sem nenhum conforto,
mas meu
pai não desistia, trabalhava sol a sol pra dar o sustento da
familia, mas
esta estava totalmente desistruturada. Foram anos de luta até que
ele
conseguiu comprar um lote em são Sebastião, mas a minha mãe não
conseguia se
recuperar, realmente havia se tornado uma alcoolatra,fizemos de tudo
para
que ela parasse com um vicio mas não foi possivel.
Até que depois de vinte anos de sofrimento ela veio a falecer.
E meu pai ficou sozinho, podiamos notar nele que durante os quinze
anos que
ele viveu em Brasilia ele não foi mais um homem feliz .
Só trabalhava, não se via mais um sorriso nos labios dele. então
tres meses
depois do falecimento de minha mãe, ele ao sair do trabalho, foi
atropelado
e veio a falecer.
Nossa familia sofreu muito pois tivemos duas perdas grande num
periodo de
tres meses. Tudo aconteceu no ano de 2001.
e até hoje sinto muito falta do meu pai, só eu sei quanto ele
amava a cidade
de Paineiras.
só eu sei que a felicidade dele ficou aí.
Terra natal de onde ele foi arrancado por uma fofoca, que destruiu a
vida
dele.
onde ele poderia estar vivo até hoje pois não teria sido
atropelado em uma
via de velocidade, pois nossa cidade é muito calma.
hoje já não tenho mais meus pais.
E Sei que meu pai não existe mais na lembrança dos Paineirenses,
onde viveu
praticamente toda sua vida. Mas em cada rua que andar paineirense
pode ter
certeza que existe um pedacinho do meu pai. Um tijolinho , uma
parede
construida por ele.
Saudades....
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